LIVRETO CELEBRATIVO
SAGRAÇÃO EPISCOPAL
Mons. Emanuel Meireles
PRESIDIDO POR SUA EMINÊNCIA REVERENDÍSSIMA
DOM DARLLAN CARDEAL D'MÉDICI
Quando tudo estiver preparado, como de costume, realiza-se a procissão até o altar. Vai à frente o Diácono, que leva o livro dos Evangelhos a ser usado na Missa e na Ordenação. Seguem-se os outros Diáconos, se houver, os Presbíteros concelebrantes; depois o eleito entre os seus presbíteros assistentes; em seguida os Bispos ordenantes e, finalmente, o Bispo ordenante principal com os Diáconos assistentes um pouco atrás. Chegando ao altar, feita a devida reverência, todos procuram os seus lugares. Neste meio tempo, canta-se um canto apropriado.
Se, porém, o Bispo está sendo ordenado em sua igreja catedral, logo depois da saudação ao povo, um dos Diáconos ou Presbíteros concelebrantes apresenta a Carta Apostólica ao Colégio dos Consultores, na presença do Chanceler da Cúria, que porá isto na ata; depois, junto ao ambão, procede à sua leitura, enquanto todos ouvem, sentados, e, no final, aclamam: Graças a Deus, ou outra aclamação adequada. Nas dioceses recém-erigidas, também se faz a apresentação da Carta Apostólica, na catedral, ao clero e ao povo presente, ficando o presbítero mais idoso encarregado de lavrá-lo em ata.
RITOS INICIAIS
1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.
CANTO
POVO ELEITO,
SACERDÓCIO RÉGIO,
NAÇÃO SANTA,
POVO DE DEUS,
CANTAI AO SENHOR.
1. NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO BEM-AMADO DO PAI,
NÓS TE LOUVAMOS, SABEDORIA ETERNA, Ó VERBO DE DEUS.
NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO DA VIRGEM MARIA,
NÓS TE LOUVAMOS, Ó CRISTO, NOSSO IRMÃO, VEM NOS SALVAR.
2. NÓS TE CANTAMOS, Ó ESPLENDOR DA LUZ ETERNA,
NÓS TE LOUVAMOS, ESTRELA DA MANHÃ, ANUNCIANDO O DIA.
NÓS TE CANTAMOS, Ó LUZ QUE CLAREIA AS TREVAS,
NÓS TE LOUVAMOS, Ó CHAMA DA NOVA JERUSALÉM.
3. NÓS TE CANTAMOS, Ó VIDEIRA QUE DÁS VIDA AOS RAMOS
NÓS TE LOUVAMOS, ESTRADA DA VIDA, CAMINHO DO CÉU!
NÓS TE CANTAMOS, Ó CORDEIRO POR NÓS IMOLADO
NÓS TE LOUVAMOS, TU QUE TIRAS O PECADO DO MUNDO!
4. NÓS TE CANTAMOS, Ó BOM PASTOR QUE NOS CONDUZES
NÓS TE LOUVAMOS, TU QUE POR NOSSO AMOR DESTE A VIDA!
NÓS TE CANTAMOS, Ó CRISTO ALIMENTO E BEBIDA
NÓS TE LOUVAMOS, Ó PÃO QUE CONFORTA E VINHO QUE ALEGRA!
Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.
2. Depois, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo, dizendo:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
3. O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.
ATO PENITENCIAL
4. O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial, dizendo:
Pres.: Irmãos, para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos pecadores.
Guardam-se alguns momentos de silêncio.
Seguidamente, o sacerdote diz:
Pres.: Tende compaixão de nós, Senhor.
Ass.: Porque somos pecadores.
Pres.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Ass.: E dai-nos a vossa salvação.
Segue-se a absolvição do sacerdote:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.
CANTO
KYRIE, KYRIE, ELEISON.
KYRIE, KYRIE, ELEISON.
CHRISTE, CHRISTE, ELEISON.
CHRISTE, CHRISTE, ELEISON.
KYRIE, KYRIE, ELEISON.
KYRIE, KYRIE, ELEISON.
HINO DE LOUVOR
8. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se em seguida o hino:
CANTO
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS,
E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS.
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS,
E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS.
1. SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO-PODEROSO.
NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
2. SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO,
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS.
3. SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS, O SENHOR,
SÓ VÓS, O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO, NA GLÓRIA DE DEUS PAI.
AMÉM.
ORAÇÃO COLETA
11. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração;
Ó Deus, pastor eterno, que governais o vosso povo com providente solicitude e quisestes associar ao ministério episcopal o vosso servo Emanuel, concedei que, pela santidade da sua vida, seja em toda a parte verdadeira testemunha de Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
10. O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Leitor: Leitura do Profeta Jeremias
Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.
Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.
Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.
Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.
E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
Ass.: O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.
Ass.: O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
Ainda que eu atravesse o vale da morte, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.
Ass.: O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.
Ass.: O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Ass.: O Senhor é meu Pastor, nada me falta.
SEGUNDA LEITURA
Leitor: Leitura da Primeira Carta de Pedro
Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.
Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;
não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.
E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.
EVANGELHO
13. Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.
EU SOU O BOM PASTOR, E AS OVELHAS ME CONHECEM.
ALELUIA, ALELUIA.
O SENHOR É O PASTOR QUE ME CONDUZ.
NÃO ME FALTA COISA ALGUMA.
PELOS PRADOS E CAMPINAS VERDEJANTES,
ELE ME LEVA A DESCANSAR.
PARA AS ÁGUAS REPOUSANTES ME ENCAMINHA,
E RESTAURA AS MINHAS FORÇAS.
14. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác ou Sac: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác ou Sac: Naquele tempo, disse Jesus: Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.
O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.
Diác ou Sac: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.
15. Terminada a proclamação, o livro dos evangelhos seja depositado sobre o altar.
SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO
16. Estando todos de pé, e sem mitra, canta-se o Veni Creator Spiritus.
VENI CREATOR SPIRITUS, MENTES TUORUM VISITA,
IMPLE SUPERNA GRATIA, QUAE TU CREASTI, PECTORA.
QUI DICERIS PARACLITUS, ALTISSIMI DONUM DEI,
FONS VIVUS, IGNIS, CARITAS, ET SPIRITALIS UNCTIO.
TU SEPTIFORMIS MUNERE, DIGITUS PATERNAE DEXTERAE,
TU RITE PROMISSUM PATRIS, SERMONE DITANS GUTTURA.
ACCENDE LUMEN SENSIBUS, INFUNDE AMOREM CORDIBUS,
INFIRMA NOSTRI CORPORIS, VIRTUTE FIRMANS PERPETI.
HOSTEM REPELLAS LONGIUS, PACEMQUE DONES PROTINUS;
DUCTORE SIC TE PRAEVIO, VITEMUS OMNE NOXIUM.
PER TE SCIAMUS DA PATREM NOSCAMUS ATQUE FILIUM;
TEQUE UTRIUSQUE SPIRITUM CREDAMUS OMNI TEMPORE.
DEO PATRI SIT GLORIA, ET FILIO, QUI A MORTUIS
SURREXIT, AC PARACLITO IN SAECULORUM SAECULA.
AMEN.
17. Em seguida, o bispo ordenante principal e os outros Bispos ordenantes, se for preciso, aproximam-se das cadeiras preparadas para a Ordenação. Todos se assentam.
APRESENTAÇÃO DO ELEITO
18. O eleito é conduzido pelos Presbíteros assistentes (se houverem) até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência. Um dos presbíteros assistentes, ou outro presbítero, fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:
Sacerdote: Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja Católica pede que ordeneis para o Ministério episcopal o Presbítero Emanuel Meireles.
Pres.: Tens o mandato apostólico?
Sacerdote: Aqui o temos.
Pres.: Proceda-se à sua leitura.
19. Lê-se a bula em sua integridade.
P I V S ៸ E P I S C O P V S
S E R V U M S E R V O R V M D E I
Ao reverendíssimo filho Emanuel Meireles, até aqui monsenhor da Diocese de Fátima, nomeado como Bispo Auxiliar desta e a todos aos que esta Bula de Nomeação chegarem, saúde, paz, misericórdia e bênção apostólica.
Do alto da cátedra deste Dicastério, de onde eu fixo os meus olhares à pastoralidade da Igreja de Cristo não deixo de reconhecer os trabalhos heroicos dos presbíteros ao serviço deste Corpo Místico de Cristo. E assim, no transcorrer do tempo, são muitos os Bispos nomeados para seguir o múnus episcopal incumbido desde o início da Igreja, dado por Nosso Senhor Jesus Cristo aos Santos apóstolos.
Atento às necessidades da Diocese de Fátima, da unidade do Colégio Episcopal e de bons zeladores pela casa de Deus (Sl 69, 10) faço por minha ratificação nomear um novo Bispo para diferir ao Corpo do Colégio Apostólico; e tu, diletíssimo filho, aparentas os dotes necessários para figurar o Corpo do Colégio Episcopal. Por conseguinte, ouvindo o parecer afirmativo da Congregação para os Bispos e com a nossa suprema e legítima autoridade apostólica dada por Cristo (Atos 1,16-17.21-26) faço por benevolência e vontade do Espírito Santo nomear-te como Bispo.
Deves com antecedência preparar a cerimônia de sagração episcopal, escolher o teu Bispo ordenante, os dois co-sagrantes e como bem o local, a data e a hora para acontecer a Celebração da tua ordenação episcopal. Através desta Bula, enviamos-te as insígnias episcopais abençoadas pela qual possas fazer uso delas, exceto o anel episcopal, o báculo e a mitra que serão entregues na Missa de Ordenação Episcopal.
Por fim, apascenta o rebanho do Senhor com amor e diligência (1Pe 5,2) em comunhão com a Igreja de Jesus Cristo, com o Santo Padre e com o rebanho. E assim, possas estar ao serviço de Deus e da Igreja à todo o momento.
Dado em Roma, na Sede do Dicastério para os Bispos, ao terceiro dia do mês de Janeiro do ano jubilar do Senhor de dois mil e vinte e seis.
✠ PIVS PP. IX
Pontifex Maximvs
Eu o redigi,
Dom Atanásio Cardeal Arns +
Prefeito do Dicastério para os Bispos
Terminada a leitura, todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:
Ass.: Graças a Deus.
HOMILIA
20. O Bispo ordenante principal, estando todos sentados, faz a homilia na qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra.
PROPÓSITO DO ELEITO
21. Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:
Pres.: Conforme o costume dos Santos Padres, aquele que é escolhido para Bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto a fé e sua futura missão.
Assim, caríssimo irmão, queres desempenhar até a morte a missa que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do Espírito Santo ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda parte ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres obedecer fielmente ao sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres, por amor a Deus, mostrar-te afável e misericordioso para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados?
Eleito: Quero.
Pres.: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor ?
Eleito: Quero.
Pres.: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio ?
Eleito: Quero, com a graça de Deus.
Pres.: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais a perfeição.
LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
22. Os Bispos tiram a mitra e todos se levantam. O Bispo ordenante principal, de pé, com as mãos postas, voltado para o povo, diz a invocação:
Pres.: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre este servo, escolhido para o serviço da Igreja.
23. Então o eleito se prostra e canta-se a ladainha, à qual TODOS respondem;
24. Nos domingos e no Tempo Pascal, todos permanecem de pé.
25. Nos outros dias, todos permanecem de joelhos.
26. Caso se ajoelhe, o diácono pode convidar o povo, dizendo:
Diác.: Ajoelhemo-nos.
E todos se ajoelham.
27. Inicia-se a Ladainha de todos os Santos, segundo alguma das fórmulas abaixo:
Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus.
Ass: Rogai por nós.
São Miguel e Santos Anjos.
Ass: Rogai por nós.
São João Batista e São José.
Ass: Rogai por nós.
São Pedro e São Paulo.
Ass: Rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus.
Ass: Rogai por nós.
Sede-nos Propício.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo mal, de todo pecado e da morte eterna.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Pela Vossa encarnação, morte e ressurreição.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Apesar de nossos pecados.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conduzir e proteger a vossa Igreja.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conservar no vosso santo serviço, o Papa, os Bispos e todo o clero.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis abençoar santificar e consagrar este Eleito.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conceder a todos os povos a paz e a verdadeira concórdia.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis manifestar a vossa misericórdia a todos que sofrem tribulações.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conservar-nos e confortar-nos no vosso santo serviço.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Jesus, Filho do Deus vivo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Cristo, ouvi-nos.
Ass: Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
Ass: Cristo, atendei-nos.
29. Se estiverem ajoelhados, o diácono diz:
Diác.: Levantai-vos.
E todos se levantam.
PRECE CONSECRATÓRIA
30. O eleito se levanta, aproxima-se do Bispo ordenante principal, que está de pé diante da cátedra, com mitra, e ajoelha-se diante dele.
31. Em silêncio o Bispo ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça do eleito. Depois dele, os outros Bispos co-ordenantes principais, impõem as mãos ao eleito. Os demais Bispos presentes impõem as mãos ao eleito, os Bispos permaneçam do lado do Bispo ordenante principal, até que se termine a Prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis.
33. Em seguida, o Bispo ordenante principal recebe do diácono o evangeliário e o coloca aberto sobre a cabeça do eleito; dois diáconos, ou dois presbíteros, de pé, um à direita e outro à esquerda do eleito, seguram o evangeliário sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.
34. Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
Pres.: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e, jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.
35. A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal, possa claramente ser ouvida.
Todos os Bispos: Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja em toda a parte, como vosso templo, para gloria e perene louvor do vosso nome.
36. O Bispo ordenante principal, continua sozinho:
Pres.: Ó Pai, que conheceis os corações, concedei que este vosso servo, escolhido para Bispo, apascente o vosso rebanho e exerça, de modo irrepreensível, a plenitude do sacerdócio.
Que ele vos sirva dia e noite, intercedendo junto a vós pelo seu povo, e oferecendo os dons da vossa Igreja.
Pela força do Espírito Santo, que a plenitude do sacerdócio lhe comunica, concedei-lhe o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, ele ele distribua os ministérios segundo o vosso preceito, e desligue todo o vínculo conforme o poder dado aos Apóstolos.
Pela mansidão e pureza de coração, que ele seja para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo.
Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.
Ass.: Amém.
37. Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o evangeliário que seguravam sobre a cabeça do Bispo ordenado, e um deles conserva o evangeliário até que seja entregue ao Ordenado. Todo se sentam. O Ordenante principal e os demais Bispos põem a mitra.
UNÇÃO EPISCOPAL
38. O Bispo sagrante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado ajoelhado diante dele, dizendo:
Pres.: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual.
39. Ao terminar a unção, o Bispo ordenante principal pode lavar as mãos.
40. O Bispo ordenante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.
41. Após o Bispo ordenado receber o evangeliário, o entrega ao diácono que o leva a credência ou ao ambão.
42. O Bispo ordenante principal, põe o anel no dedo anular da mão direita do Bispo ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.
Um cerimoniário impõe o solidéu na cabeça do Bispo.
43. Em seguida, o Bispo ordenante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.
44. Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Pres.: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.
45. Todos se levantam.
46. Finalmente, tendo deposto o báculo, o Ordenado se levanta e recebe a saudação da paz do Ordenante principal e todos os Bispos.
CANTO
TU ÉS SACERDOTE ETERNAMENTE
SEGUNDO A ORDEM DO REI MELQUISEDEC!
1. PALAVRA DO SENHOR AO MEU SENHOR:
"ASSENTA-TE AO LADO MEU DIREITO
ATÉ QUE EU PONHA OS INIMIGOS TEUS
COMO ESCABELO POR DEBAIXO DE TEUS PÉS!"
2. O SENHOR ESTENDERÁ DESDE SIÃO
VOSSO CETRO DE PODER, POIS ELE DIZ:
“DOMINA COM VIGOR TEUS INIMIGOS;
("DOMINA COM VIGOR TEUS INIMIGOS
A Missa prossegue, como de costume.
LITURGIA EUCARÍSTICA
PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS
49. Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.
50. Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.
CANTO
1. TU TE ABEIRASTE DA PRAIA
NÃO BUSCASTE NEM SÁBIOS, NEM RICOS
SOMENTE QUERES QUE EU TE SIGA
SENHOR, TU ME OLHASTE NOS OLHOS
A SORRIR, PRONUNCIASTE MEU NOME
LÁ NA PRAIA, EU DEIXEI O MEU BARCO
JUNTO A TI, BUSCAREI OUTRO MAR
2. TU SABES BEM QUE EM MEU BARCO
EU NÃO TENHO ESPADAS NEM OURO
SOMENTE REDES E O MEU TRABALHO
3. TU, MINHAS MÃOS SOLICITAS
MEU CANSAÇO QUE A OUTROS DESCANSE
AMOR QUE ALMEJA SEGUIR AMANDO
4. TU, PESCADOR DE OUTROS LAGOS
ÂNSIA ETERNA DE ALMAS QUE ESPERAM
BONDOSO AMIGO, ASSIM ME CHAMAS
51. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório o povo acrescenta a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!
52. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
53. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!
Coloca o cálice sobre o corporal.
54. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
55. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.
56. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
57. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;
Pres.: Sejam do vosso agrado, ó Deus, estas oferendas, que vos apresentamos em favor da vossa Igreja e deste vosso servo, e revesti com as virtudes apostólicas para o bem de sua Igreja aquele que do meio do povo escolhestes para Bispo. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.
PREFÁCIO
O SACERDÓCIO DE CRISTO E O MINISTÉRIO SACERDOTAL
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo - poderoso. Pela unção do Espírito Santo, constituístes vosso Filho unigênito Pontífice da nova e eterna aliança. E estabelecestes que seu único sacerdócio se perpetuasse na Igreja. Por isso, vosso Filho, Jesus Cristo, enriqueceu a Igreja com um sacerdócio real. E, com bondade fraterna, escolhe homens que, pela imposição das mãos, participem do seu ministério sagrado. Em nome de Cristo, estes renovam para nós o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa. Presidindo o povo na caridade, eles o alimentam com vossa palavra e o restauram com vossos sacramentos. Dando a vida por vós e pela salvação de todos, procuram assemelhar-se cada vez mais ao próprio Cristo, testemunhando, constantes, a fidelidade e o amor para convosco. Por essa razão, com os anjos do céu e com as mulheres e os homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos, jubilosos, a vossa glória, dizendo a uma só voz:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA III
108. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Vós, Senhor, sois verdadeiramente santo e todas as criaturas cantam os vossos louvores, porque dais a vida e santificais todas as coisas, por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, com o poder do Espírito Santo, e não cessais de reunir para Vós um povo, que, de um extremo ao outro da terra, vos ofereça uma oblação pura.
109. Junta as mãos e, estendendo-as sobre as oblatas, diz:
Pres.: Humildemente Vos suplicamos, Senhor: santificai, pelo Espírito Santo, estes dons que Vos apresentamos,
Junta as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e sobre o cálice, dizendo:
para que se convertam no Corpo e + Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
Junta as mãos.
Que nos mandou celebrar estes mistérios
110. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor devem pronunciar-se clara e distintamente, como o requer a natureza das mesmas palavras.
Pres.: Na noite em que Ele ia ser entregue,
Toma o pão e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
tomou o pão, dando graças Vos bendisse, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
Tomai, todos, e comei: isto é o meu Corpo, que será entregue por vós.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a sobre a patena e genuflete em adoração.
111. Depois, continua:
Pres.: De igual modo, no fim da Ceia,
Toma o cálice e, sustentando-o um pouco elevado sobre o altar, continua:
tomou o cálice, dando graças Vos bendisse e deu-o aos seus discípulos, dizendo:
Inclina-se um pouco.
Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim.
Mostra ao povo o cálice, coloca-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
112. Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!
113. Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, Senhor, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua admirável ressurreição e ascensão aos céus, e esperando a sua vinda gloriosa, nós Vos oferecemos, em ação de graças, este sacrifício vivo e santo. Olhai benignamente para a oblação da vossa Igreja: vede nela a vítima que nos reconciliou convosco e fazei que, alimentando-nos do Corpo e Sangue do vosso Filho, cheios do seu Espírito Santo, sejamos em Cristo um só corpo e um só espírito.
1C. O Espírito Santo faça de nós uma oferenda permanente, a fim de alcançarmos a herança eterna, em companhia dos vossos eleitos, com a Virgem santa Maria, Mãe de Deus, são José, seu esposo, os bem-aventurados apóstolos e gloriosos mártires, (santo N. santo do dia ou santo padroeiro) e todos os santos, por cuja intercessão esperamos sempre o vosso auxílio.
2C. Por este sacrifício de reconciliação, dai, Senhor, a salvação e a paz ao mundo inteiro; confirmai a vossa Igreja na fé e na caridade, ao longo da sua peregrinação na terra, com o vosso servo, o nosso Papa Pio, o nosso Bispo Philipe Mathaus Arns Tello Scherer, e todos os bispos e ministros sagrados, e todo o povo por Vós redimido. Atendei benignamente às preces desta família, que Vos dignastes reunir na vossa presença.
3C. Lembrai-Vos dos nossos irmãos defuntos e de todos os que morreram na vossa amizade. Acolhei-os com bondade no vosso reino, onde também nós esperamos ser recebidos, para vivermos com eles eternamente na vossa glória, por nosso Senhor Jesus Cristo.
Junta as mãos.
Por Ele concedeis ao mundo todos os bens.
115. Toma o cálice e a patena com a hóstia e, elevando-os, diz:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, por todos os séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
RITO DA COMUNHÃO
124. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote, de mãos juntas, diz:
Pres.: Num só coração e numa só alma, ousamos dizer como o Senhor nos ensinou:
Ass.: Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
125. De braços abertos, o sacerdote diz sozinho:
Pres.: Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador.
Junta as mãos.
Ass.: Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre.
126. Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade,
Junta as mãos.
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Ass.: Amém.
127. O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e juntando as mãos, diz:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu
128. Em seguida, conforme as circunstâncias, o diácono ou o sacerdote acrescenta:
Pres.: Como filhos do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna.
CANTO
Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
1. CORDEIRO DE DEUS,
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
2. CORDEIRO DE DEUS,
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
3. CORDEIRO DE DEUS,
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ.
QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ.
Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.
Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.
132. O sacerdote genuflete, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice e, voltado para o povo, diz em voz alta:
Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
133. Voltado para o altar, o sacerdote diz em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga com reverência o Corpo de Cristo.
Em seguida, toma o cálice e diz em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga com reverência o Sangue de Cristo.
134. Depois, toma a patena ou a píxide, aproxima-se dos comungantes e, elevando um pouco a hóstia, mostra-a a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O comungante responde Amém e comunga.
O diácono procede do mesmo modo, se tiver de distribuir a Comunhão.
Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.
CANTO
VOU SAIR PELOS PRADOS BUSCANDO OVELHAS
QUE ESTÃO SEM PASTOR
EU AS TRAREI COM CARINHO DE VOLTA
SEM FOME OU TEMOR!
NOS MEUS OMBROS, OVELHAS FERIDAS
SEM DOR PODERÃO DESCANSAR
DEVOLVEREI OS SEUS CAMPOS
DAREI NOVAMENTE A PAZ
SOU REI, SOU O BOM PASTOR!
VINDE AO BANQUETE QUE VOS PREPAREI
E FOME JAMAIS TEREIS!
A QUEM VAMOS, Ó SENHOR?
SE TU TENS PALAVRAS DE VIDA, E TE DÁS EM REFEIÇÃO!
2. MAUS PASTORES QUE PERDEM OVELHAS
DISTANTES DE MIM OS TEREI
NOUTRAS PASTAGENS, SEGURAS
PASTORES ރIS CHAMAREI
NOVO REINO FAREI DO MEU POVO
REBANHO SEM MAIS OPRESSÃO
TODOS SEREI CONDUZIDOS A VIDA
POR MINHAS MÃOS!
3. SOU A PORTA SEGURA DO APRISCO
REBANHO FELIZ EU FAREI
DE TODO O MAL E INJUSTIÇA
OVELHAS EU DEFENDEREI!
MERCENÁRIOS QUE FOGEM PRA LONGE
DEIXANDO O REBANHO AO LÉU
NÃO TERÃO PARTE COMIGO
NO REINO QUE VEM DO CÉU!
4. SE UMA OVELHA DEIXAR O MEU CAMPO
E OUTRO CAMINHO SEGUIR
DEIXO O REBANHO SEGURO
E VOU PROCURAR A INFELIZ
AO TRAZE-LA, HAVERÁ ALEGRIA
E OS ANJOS DO CÉU VÃO CANTAR
SERÁ A FESTA DA VOLTA
REBANHO VAI SE ALEGRAR!
5. EU CONHEÇO AS OVELHAS QUE TENHO
E TODO O REBANHO, MINHA VOZ
SE CHAMO, ENTÃO, PELO NOME
A OVELHA VIRÁ BEM VELOZ!
BUSCAREI OS CORDEIROS DISTANTES
E EM MIM TERÃO FORÇAS E AMOR
FAREI SOMENTE UM REBANHO
E EU MESMO SEREI O PASTOR!
138. Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
117. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Nós vos pedimos, Senhor, fazei agir em nós a força plena da vossa misericórdia, e concedei, propício, vivermos de tal modo que em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.
RITOS FINAIS
TE DEUM E PROCISSÃO COM O BISPO
Terminada a Oração depois da comunhão, canta-se o hino "Te Deum, laudamus" (A vós, ó Deus), ou outro hino correspondente, conforme os costumes do lugar. Enquanto isso o Bispo ordenado, de mitra e báculo, é conduzido pela igreja pelos Bispo co-ordenantes principais, dando a benção a todos.
A VÓS, Ó DEUS, LOUVAMOS,
A VÓS, SENHOR, CANTAMOS.
A VÓS, ETERNO PAI, ADORA TODA A TERRA.
A VÓS CANTAM OS ANJOS,
OS CÉUS E SEUS PODERES:
SOIS SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO!
PROCLAMAM CÉUS E TERRA
A VOSSA IMENSA GLÓRIA.
A VÓS CELEBRA O CORO
GLORIOSO DOS APÓSTOLOS.
VOS LOUVA DOS PROFETAS
A NOBRE MULTIDÃO
E O LUMINOSO EXÉRCITO
DOS VOSSOS SANTOS MÁRTIRES.
A VÓS POR TODA A TERRA
PROCLAMA A SANTA IGREJA,
Ó PAI ONIPOTENTE,
DE IMENSA MAJESTADE,
E ADORA JUNTAMENTE
O VOSSO FILHO ÚNICO,
DEUS VIVO E VERDADEIRO,
E AO VOSSO SANTO ESPÍRITO.
Ó CRISTO, REI DA GLÓRIA,
DO PAI ETERNO FILHO,
NASCESTES DUMA VIRGEM,
A FIM DE NOS SALVAR.
SOFRENDO VÓS A MORTE,
DA MORTE TRIUNFASTES,
ABRINDO AOS QUE TÊM FÉ
DOS CÉUS O REINO ETERNO.
SENTASTES À DIREITA
DE DEUS, DO PAI, NA GLÓRIA.
NÓS CREMOS QUE DE NOVO
VIREIS COMO JUIZ.
PORTANTO, VOS PEDIMOS:
SALVAI OS VOSSOS SERVOS,
QUE VÓS, SENHOR, REMISTES
COM SANGUE PRECIOSO.
FAZEI-NOS SER CONTADOS,
SENHOR, VOS SUPLICAMOS,
EM MEIO A VOSSOS SANTOS
NA VOSSA ETERNA GLÓRIA.
ALOCUÇÃO AO POVO
119. Após o hino, o ordenado, de pé, junto ao altar ou se estiver na sua catedral, à cátedra, de mitra e báculo, pode dirigir breve alocução ao povo.
BENÇÃO SOLENE
O ordenado ajoelha-se diante do ordenante, e o ordenante profere a bênção:
123. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
O bispo ordenante estende as mãos:
Pres.: Que Deus te abençoe e te guarde, e assim como te fez pontífice de seu povo, conceda-te ser feliz nesta vida e participar da eterna felicidade.
Ass.: Amém.
Pres.: Conceda-te governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
Ass.: Amém.
Pres.: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a tua orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se contigo na comunidade dos santos.
Ass.: Amém.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
Ass.: Amém.
124. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Diác.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças a Deus.
125. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.


